sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A sabedoria indesejada


A cada suspiro, uma lágrima. A cada decepção, um fortalecimento. Os erros cometidos se transformavam em lições aprendidas. A fumaça do cigarro corria pela sala, as páginas do livro ficavam cada vez mais para trás. Ela se olhava no espelho e não sabia o que enxergava. Por que fez aquilo? Não conseguia entender. O coração sempre dominava a mente e isso a destruía. Se ao menos conseguisse ser racional, nada daquilo teria acontecido. Se ao menos ignorasse os sopros da sabedoria indesejada, estaria ao seu lado. Mas não. Não ignorou!
A sabedoria não é uma benção, ela acaba com você. Destrói seus sentimentos, sua confiança e suas amizades. Ela não aprende. Se pudesse fazer um desejo de ano novo, seria nunca ter ouvido tal absurdo, tal fato imundo, seria ser ignorante sobre este assunto. Esse pedido vai contra todas as leis da natureza de Deus, mas mesmo assim ela o desejava. Agora, ela perdeu. E um dia, ela será descoberta. Saberão que ela sempre esteve com aqueles sopros em sua mente, e aí, a julgarão. E quando esse dia chegar, ela estará livre. Cada nascer do sol e seu pôr, é uma esperança para a sua liberdade.


Ludmilla Amaral

Desejo a todos um ano novo melhor que o velho e pior do que o próximo. Muitas conquistas, sucesso, amor, amizade, perdão e, principalmente, aprendizado.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Cinquenta tons de curiosidade




Eu não ia ler, eu não ia pagar pelo livro. Nunca fui adepta a ler best-sellers, gosto dos livros que ninguém leu, que ninguém sabe, que você pode indicar como novidade. Não li a saga "Crepúsculo", eu vi os filmes, mas não li.
Li todos os livros do Harry Potter, mas quando comecei a ler o primeiro, o segundo nem tinha saído ainda e não era essa febre que se tornou. Mas convenhamos, entre todas essas sagas, o Bruxinho de Hogwarts foi a mais criativa, interessante, com uma história realmente por trás, que nos surpreende com o final: Snape na verdade era o bonzinho. Não que durante todos os livros nós já não percebêssemos alguns lapsos de bondade no tímido Severo.
Voltando ao livro "50 Tons de Cinza": Mas admito, fiquei curiosa. Ao ler críticas e ouvir amigas, um livro que fala sobre sadomasoquismo e que poderia ser uma literatura erótica para mulheres, hum, confesso que fiquei intrigada. Mas fui forte e não comprei.
Quando ia ao salão fazer as unhas, me deparava com as funcionárias - que provavelmente estavam sem clientes naquele momento - lendo o livro e mexendo as pernas furtivamente. Pensava comigo: "Deve ser realmente bom, está mexendo com a libido de todos".
Ok, passou!
No último feriadão que teve, minha mãe foi à Petrópolis visitar nossa família e quando voltou - adivinhem - estava com o primeiro livro da saga de E.L James debaixo do braço, e disse:
- "Me emprestaram o livro. Disseram que é muito bom".
Ahhh... daí não teve jeito, né? Esperei ela ler - devorou o livro em dois dias - e, posteriormente, deixei que minha irmã lesse, o que não foi muito diferente.
Na quinta-feira, 29 de novembro, iniciei minha leitura e enfim, terminei ontem, quarta-feira, 05 de dezembro. 
(Um adendo: como meu carro estava na revisão, estava utilizando os meios de transporte público, no meu caso o trem, aproveitava para passar o tempo lendo e imaginem só: TODAS AS MULHERES NO MEU VAGÃO ESTAVAM LENDO UM LIVRO DESSA SAGA - me perdoem pelas Maiúsculas Gritantes, como diria Anastasia Steele, nossa heroína da saga cinzenta).


Ao passar as páginas - gosto disso, de sentir o cheiro, tocar a folha ao ler -, me pego gostando da história. Admirada com Christian Grey, seus mistérios, sua elegância, seu olhar sexy, nunca o vi, mas assumo que em meus devaneios, o Sr. Grey é realmente muito excitante.
A primeira contextualização de sexo entre eles é realmente de arrepiar os cabelos, é gostoso de ler, dá uma sensação boa. Mas ao mesmo tempo, percebo que mal iniciou a trama e o Grey já está perdendo sua personalidade. Cheio de primeiras vezes com a Srta. Steele. Ele foi encantado muito facilmente, e isso me incomodou, o legal de uma longa trama é a dificuldade.
Outra coisa, não vi esse alvoroço todo em cima dos gostos primitivos - leia-se sadomasoquistas - de Grey. Pelo menos não neste livro. O nosso herói me parece mais um cara realmente muito sexy, que sabe agradar uma mulher na cama, explorando seus limites mais tênues, do que uma pessoa que sente prazer machucando, como ele mesmo diz em vários momentos do livro. Pode ser que isso mude no próximo livro? Sim!
Ah.. também achei super maçante o fato de ter mais momentos de sexo do que da própria história, que confesso ser muito interessante. Eu assumo, definitivamente, eu quero saber mais sobre o passado do bilionário Christian Grey. Eu também acho que eles poderiam explorar mais o lado de Kate, a grande amiga de Ana, é uma personagem forte, jornalista audaciosa, que não tem medo de dizer o que pensa.
Concluindo: É um romance água com açúcar, que além de mostrar os problemas, as diferenças entre as pessoas, também mostra a parte sexual. Afinal, sexo é extremamente importante em um relacionamento, e quem diz que não é está mentindo - mulher que não dá voa, bebê. Acho que o livro tira um pouco aquela hipocrisia de que sexo não pode ser falado abertamente e que os detalhes sórdidos devem ficar guardados em sete chaves.

O filme
Estão querendo já rodar o filme da saga e fiquei sabendo que já há algumas opções para os personagens principais.

Para interpretar Christian Grey, Ian Somerhalder - o Damon da série 'The Vampire Diaries - é um dos mais cogitados. Minha opinião? ADOREI! O ator, maravilhoso, diga-se de passagem, já dá vida a um personagem misterioso, com um lado meio dark e ao mesmo tempo sexy e charmoso - ah, e também bem mandão. Ontem assisti ao episódio 4x07 da série e já olhava Damon como o Sr. Grey.



Para fazer a doce e inocente Anastasia Steele, uma das mais cotadas é Emma Watson - a Hermione da saga Harry Potter. Eu não sei como está a atriz nos dias de hoje, mas acho que tem tudo a ver. Só precisamos ver como será a química entre os atores, no momento, eu não consigo imaginar os dois "fodendo forte", como diz o Sr. Grey.




Bom, vou ficando por aqui. Aguardem meu próximo post sobre o livro "50 tons mais escuros" - estou ansiosa.
Eu termino com a frase épica de Grey: "Nosso objetivo é satisfazer, Srta. Steele".


Ludmilla Amaral










terça-feira, 23 de outubro de 2012

Praticando a aceitação



    Decepção - do dicionário ilusão perdida, desapontamento, malogro de uma esperança, desilusão – dói, né?
   Você se pega com vontade de arrancar os cabelos, voltar no tempo e nunca ter conhecido aquela maldita pessoa que teve a coragem de te decepcionar, você quer pegar o telefone e vomitar palavras ofensivas para fazer com que aquele ser humano horroroso que te magoou sinta tanta dor quanto você está sentindo no momento. E a esperança? Ah, essa morre de vez, não tem espaço pra ter esperança quando seus sonhos foram destruídos. “Dessa vez vou ter um coração de pedra, porque de gelo pode ser que derreta e eu não quero correr esse risco”, desabafa para si mesma. 

    Aquela minha amiga cachorra que me ligava todos os dias quando tinha problema com o namorado e dizia: “Amiga, só posso confiar em você, você é a única que me entende” e depois que supera tudo, some da sua vida, porque já que você anda ocupada demais pra sair de balada, então, você não presta mais, né? Até ela sofrer de novo!
   Aquela pessoa que você ajudou, que você cuidou, e quando consegue o que quer, te descarta como se fosse lixo, e depois tem coragem de colocar toda a culpa em você, usando adjetivos como: falsa, pirada, invejosa.
    Aquela sua prima que não consegue te ver feliz nem por um momento. Não consegue ver suas vitórias sem te dar parabéns e precisa te derrubar de alguma forma, vendo maldade no seu namoro, na sua profissão ou onde quer que seja.
    E o seu namorado (namorada)? Ah, sem dúvida a pessoa que tem um relacionamento mais íntimo com você é aquela que tem mais poder para te decepcionar, né? 

    Mas tudo isso tem uma explicação muito simples. Eu tenho um amigo de muitos anos, que desde moleque me dizia: “Ai, Lud, odeio quando as mulheres dizem que foram iludias, porque elas criam isso, a decepção é quando você espera demais de uma pessoa, mais do que ela se propôs a fazer, e quando ela não cumpre com o que você deduziu que ela faria, você se decepciona”.
   Faz sentido, né? Acho que quanto mais temos amor pelas pessoas, mais esperamos delas e mais nos decepcionamos. É difícil aceitar que um ser humano, uma criatura tão racional e ao mesmo tempo emocional, não se compara a nenhum outro ser da mesma espécie. Eu não posso agir esperando que a pessoa aja da mesma forma. Isso nunca vai acontecer, as pessoas não são iguais. 

  As pessoas julgam o tempo todo. Elas julgam as suas atitudes. Nunca nada está bom para o tão exigente ser humano. Quando você decide falar o que pensa, você está sendo grosso e o ofendendo, quando decidir colocar um ponto final em uma briga, você está fingindo ser bonzinho.
  Eu desisti de me decepcionar e trabalho diariamente com esse negócio de julgar os outros, além de tentar não me importar com o que os outros vão pensar das minhas atitudes. A maldade está na cabeça de quem pensa, bebê. Se você parar pra pensar que a pessoa, normalmente, só fica desconfiada porque ela faz esse tipo de coisa, significa que essa mesma pessoa é assim e não você. O ser humano costuma projetar seus defeitos em outros seres humanos, é mais fácil, sabe? Eu mesma já devo ter feito isso e nem percebi! Claro que toda regra tem exceção, né? Não vamos generalizar, cada caso é um caso.
   O melhor remédio para curar a doença da decepção é a aceitação. Aceitar o diferente, o novo, aceitar que nem todo mundo é obrigado a fazer o que você faria. Afinal, já dizia Bob Marley: “Talvez as pessoas não me decepcionem. Talvez o problema seja eu, que espero muito delas”.


Deu pra refletir? ;)


PS: pessoal, não parei com os vídeos, apenas estou procurando um lugar mais adequado para gravá-los. Por favor, não esqueçam do meu canal no youtube. Quem ainda não viu, acesse lá para conferir os vídeos que já postei: www.youtube.com.br/mrluuud

Ludmilla Amaral

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Lenços - Sofisticação e Elegância



Fiz mais um vídeo para o youtube. Achei pior que o outro, não gostei de dar dicas. Vamos ver o que vou pensar para os próximos vídeos. Quem puder assistir, curtir e compartilhar, fica aqui o meu muito obrigada.

O legal do vídeo é história/lenda do lenço. Vale conferir!

Ludmilla Amaral